terça-feira, 11 de novembro de 2008

Crescimento da Arezzo através da Internacionalização

Oito meses depois de ter vendido 25% de sua holding Arezzo S/A ao fundo de investimento Tarpon All Equities, da gestora de recursos Tarpon, a empresa se prepara para "duas ou três aquisições até o fim do ano no setor de calçados", antecipa Alexandre Birman, vice-presidente da Arezzo S/A. Mas não é só. "Com a entrada da Tarpon podemos acelerar nosso crescimento. Até o final de novembro vamos lançar uma nova rede de lojas de rua com calçados mais acessíveis ." Ele descarta, por enquanto, a entrada na área de vestuário. "Só se for como parceiro. Nosso foco agora é em calçados e acessórios." A companhia passou os últimos meses fazendo o alinhamento de produção e gestão da Arezzo e da Schultz, sua marca mais premium. Para tanto compraram uma unidade de 25 mil m2 da Reichert, em Campo Bom (RS), e ali vão centralizar as quatro operações que mantém na cidade, incluindo a fábrica.
A companhia festeja a recente inauguração de duas lojas em Xangai, as primeiras da China. Elas marcam o agressivo processo de internacionalização previsto para alcançar 300 lojas lá até 2016. Na segunda quinzena deste mês abrem mais duas, uma em Tianjim e outra em Nanjim. "Mandamos uma equipe para lá que cuidou da arquitetura até o treinamento do pessoal de vendas. Nossas lojas chinesas têm o mesmo padrão daqui." O que muda é a grade de produtos uma vez que um 39 no Brasil é um 37 na China, onde as mulheres têm pés menores. "Mas como muitos estrangeiros moram na China, nesta segunda compra eles já passaram a ampliar a numeração." Os gastos por consumidor também são interessantes. Enquanto o tíquete médio no Brasil é de US$ 200, na China o valor sobe para US$ 250. Até dezembro - quando terão 10 lojas - a empresa vai bater os US$ 6 milhões de exportações para o país.
Uma das dificuldades da companhia tem sido com a Venezuela (em conjunto com Argentina e Bolivia). O país foi o primeiro a ter uma loja da Arezzo fora do Brasil. Os entraves na América Latina têm feito com que a empresa acelere sua internacionalização em outras pontas como Angola, África do Sul, Turquia e o Oriente Médio. Para Birman, está mais fácil negociar bons pontos no Brasil - com o boom de shoppings - do que na China, onde a disputa é mais acirrada com grifes internacionais. No mercado interno finalizam até dezembro a reformulação de conceito das 239 franquias da Arezzo - que ajudaram a financiar - e a ampliação de suas quatro lojas próprias. O trabalho global também está dando resultado. O EBITDA da holding deve crescer 25% em relação a 2007.

Fonte: Ginebra (Projeto Temático de Gestão para a Internacionalização de Empresas Brasileiras).

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