segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Multinacionais que Emergem

A rápida internacionalização de companhias originárias de países em desenvolvimento está imprimindo sua marca no mercado mundial, nos modelos de negócio e na concorrência. Esta pesquisa mostra como a globalização é diferente para as empresas de mercados emergentes, e descreve suas características no que se refere a estrutura de propriedade, modelo de expansão e motivações.

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O Paradoxo do Vinho Brasileiro

Os professores da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio Grande do Sul (ESPM-RS) estão acompanhando o esforço de internacionalização de duas das maiores vinícolas brasileiras – Miolo e Salton – para reagir à queda do mercado interno. A primeira montou o Miolo Wine Group, que centraliza as exportações do grupo. A segunda quer ser referência em espumantes no exterior.

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Programa da Apex Facilita Inserção dos Menores

Existem hoje uma série de programas, eventos e outros tipos de suportes técnicos e mercadológicos para ajudar as empresas exportadoras a superar obstáculos. Feiras, workshops, seminários, visitas técnicas, rodadas de negócios- compradoras ou vendedoras-, aproximam e expõem produtos e clientes face a face. Comércio Exterior é complicado, pois é preciso lidar com muitas variáveis ao mesmo tempo, que vão desde a diferença cultural e de língua, formação especial de preços, até barreiras técnicas e tarifárias, comenta Ricardo Martins, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, área que presta auxílio aos associados em todas as etapas da exportação e promove eventos e visitas técnicas para aproximação de empresários junto a outros mercados. Com mais de dez anos de atividade, a Apex auxilia hoje 4.973 empresas. São mais de 60 setores, divididos em seis grandes grupos: agronegócios, casa e construção civil, moda, tecnologia e saúde, máquinas e equipamentos e entretenimento e serviços. A filiação aos projetos possibilita à empresa traçar a estratégia certa, identificar concorrentes e clientes, preços, canais de distribuição, dados importantes para a exportação, diz Rogério Bellini, gerente técnico da Apex Brasil. Além de contemplar o suporte técnico a diversas áreas, os projetos incluem um calendário anual de feiras, com o objetivo de expor os produtos das empresas. A participação na feira com o suporte do pavilhão brasileiro dá visibilidade e credibilidade ao produto, a um custo baixo, diz Bellini.

Fonte: Sebrae - Internacionalização das Micro e Pequenas Empresas

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Artigo: Obstáculos à Internacionalização

O objetivo do presente artigo foi apresentar uma pesquisa realizada junto à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC, cujo propósito foi o de averiguar os obstáculos à exportação das pequenas e grandes empresas exportadoras catarinenses. O estudo, desenvolvido por meio de um survey, caracteriza-se como sendo exploratório. Os dados foram coletados por meio de questionários com questões abertas e fechadas, enviados às empresas e analisados por meio de técnicas estatísticas simples, tais como tabelas de distribuição de freqüência. Os gráficos foram construídos com a ajuda do software Excel. A análise dos dados foi descritiva. Os dados revelam que as pequenas empresas desenvolvem um processo de internacionalização adaptativo reativo e emergente. Os principais obstáculos destacados relacionam-se diretamente com as especificidades das pequenas empresas, sejam organizacionais, decisoriais ou individuais. Com o aumento do porte as empresas apresentam maior capacidade organizacional para superar os obstáculos externos à exportação, mas indicam que possuem baixa competitividade em relação à concorrência internacional e que possuem preços não competitivos no mercado externo.

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Fonte: ABEPRO - Associação Brasileira de Engenharia de Produção

sábado, 15 de novembro de 2008

Sugestão de Leitura

A sugestão de leitura dessa semana são os livros: O Desafio dos Mercados Externos - Volumes I e II, do organizador Carlos A. Hemais. Os artigos do primeiro volume fornecem um amplo retrato de como se estão organizando empresas brasileiras e estrangeiras face ao desafio da internacionalização, e são uma referência para estudiosos do fenômeno tão peculiar que vem a ser o Brazilian Way of Internationalization.

O segundo volume enfoca basicamente os processos de exportação e responde a algumas instigantes perguntas, tais como: O que faz uma empresa ser mais bem-sucedida que a outra quando se trata de exportação? O que determina e quais as dificuldades que influenciam a tomada de decisão de investir em um mercado estrangeiro? Apresenta também tanto Contribuições Teóricas como Aplicações Empresariais oferecendo um amplo panorama sobre o tema.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Um Passo Decisivo lá Fora

A Alpargatas inicia a segunda etapa de sua expansão fora do país - desta vez, sem intermediários - para chegar aos consumidores dos Estados Unidos e da Europa.
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Empresas de Software já Nascem Globais

A velha crença de que as empresas precisam primeiro se tornar gigantes antes de ganhar o mundo está com os dias contados. Quase a metade das pequenas e médias companhias brasileiras de software já nascem globais, revela pesquisa do Instituto de Pós-graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead). "Em vez de esgotar o mercado interno e depois se internacionalizar, como ocorreu com empresas como Petrobrás e Embraer, por exemplo, essas pequenas e médias companhias percorrem um atalho para atingirem o mercado externo", afirma o responsável pela pesquisa, Luís Antonio Dib. De uma amostra de 79 empresas brasileiras de software de pequeno e médio portes analisadas, 44,3% já nasceram globais ou se internacionalizaram em até cinco anos após a sua fundação. O pesquisador observa que esse número de companhias que nasce com negócios no exterior é relativamente alto. Batizadas de "born globals", essas empresas têm características comuns. Segundo Dib, elas apresentam mais capacidade de inovação e investem cifras maiores em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em relação às demais. Além disso, são mais orientadas para os consumidores e fazem produtos sob medida para seus clientes.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sebrae pretende Internacionalizar 1,2 mil MPEs

Durante o IV Encontro de Entidades de Crédito Especializadas em Médio e Longo Prazos da América Latina e Europa, no Rio de Janeiro, o "Programa de Internacionalização das Micro e Pequenas Empresas", lançado pelo Sebrae, foi um dos destaques do painel que reuniu representantes de instituições financeiras da América Latina e Europa, informa o site InfoMoney. O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, explicou que a meta do programa é aumentar em cerca de 10% o número de MPEs exportadoras, inserindo, no mínimo, 1,2 mil empresas no mercado externo até 2010.

Projeto

Como diferencial importante do projeto, que inclui ações integradas de planejamento e qualificação, ele citou o autodiagnóstico via internet. "É um momento de reflexão para o empresário, quando ele avalia seu negócio e consegue identificar suas debilidades e potencialidades. Ao se dispor a fazer uma análise profunda da própria empresa, ele também demonstra empenho", afirmou Santos, na ocasião. Como a globalização tem obrigado as empresas a se preparar para competir em um mercado cada vez mais acirrado, o diretor de Administração e Finanças lembrou que o termo internacionalização não significa necessariamente exportação. "Micro e pequenas empresas fornecedoras no Brasil competem com similares europeus, americanos e asiáticos", disse, de acordo com informações da Agência Sebrae.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Lançamento do Projeto "Start Export/PAIIPME"

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC, por meio de seu Centro Internacional de Negócios - CIN, estará realizando o Seminário de Lançamento do Projeto Start Export/PAIIPME, dia 28 de novembro próximo. O Start Export, implementado pelo CIN em 2004, busca instrumentalizar as empresas participantes - iniciantes ou sem experiência na exportação - de conhecimentos e recursos que lhes proporcionem a inserção planejada, consciente e estruturada na atividade exportadora.
Através do Programa de Apoio à Inserção Internacional das Pequenas e Médias Empresas Brasileiras - PAIIPME, executado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, com recursos da Comissão Européia, indústrias catarinenses poderão participar do Start Export em 2009 com valores subsidiados. O investimento para participação, usualmente R$ 15 mil, será de somente R$ 8 mil para as empresas beneficiadas pelo PAIIPME.

Saiba mais sobre o StartExport.
Mais informações sobre o Seminário e Incrições aqui.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Crescimento da Arezzo através da Internacionalização

Oito meses depois de ter vendido 25% de sua holding Arezzo S/A ao fundo de investimento Tarpon All Equities, da gestora de recursos Tarpon, a empresa se prepara para "duas ou três aquisições até o fim do ano no setor de calçados", antecipa Alexandre Birman, vice-presidente da Arezzo S/A. Mas não é só. "Com a entrada da Tarpon podemos acelerar nosso crescimento. Até o final de novembro vamos lançar uma nova rede de lojas de rua com calçados mais acessíveis ." Ele descarta, por enquanto, a entrada na área de vestuário. "Só se for como parceiro. Nosso foco agora é em calçados e acessórios." A companhia passou os últimos meses fazendo o alinhamento de produção e gestão da Arezzo e da Schultz, sua marca mais premium. Para tanto compraram uma unidade de 25 mil m2 da Reichert, em Campo Bom (RS), e ali vão centralizar as quatro operações que mantém na cidade, incluindo a fábrica.
A companhia festeja a recente inauguração de duas lojas em Xangai, as primeiras da China. Elas marcam o agressivo processo de internacionalização previsto para alcançar 300 lojas lá até 2016. Na segunda quinzena deste mês abrem mais duas, uma em Tianjim e outra em Nanjim. "Mandamos uma equipe para lá que cuidou da arquitetura até o treinamento do pessoal de vendas. Nossas lojas chinesas têm o mesmo padrão daqui." O que muda é a grade de produtos uma vez que um 39 no Brasil é um 37 na China, onde as mulheres têm pés menores. "Mas como muitos estrangeiros moram na China, nesta segunda compra eles já passaram a ampliar a numeração." Os gastos por consumidor também são interessantes. Enquanto o tíquete médio no Brasil é de US$ 200, na China o valor sobe para US$ 250. Até dezembro - quando terão 10 lojas - a empresa vai bater os US$ 6 milhões de exportações para o país.
Uma das dificuldades da companhia tem sido com a Venezuela (em conjunto com Argentina e Bolivia). O país foi o primeiro a ter uma loja da Arezzo fora do Brasil. Os entraves na América Latina têm feito com que a empresa acelere sua internacionalização em outras pontas como Angola, África do Sul, Turquia e o Oriente Médio. Para Birman, está mais fácil negociar bons pontos no Brasil - com o boom de shoppings - do que na China, onde a disputa é mais acirrada com grifes internacionais. No mercado interno finalizam até dezembro a reformulação de conceito das 239 franquias da Arezzo - que ajudaram a financiar - e a ampliação de suas quatro lojas próprias. O trabalho global também está dando resultado. O EBITDA da holding deve crescer 25% em relação a 2007.

Fonte: Ginebra (Projeto Temático de Gestão para a Internacionalização de Empresas Brasileiras).

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Artigo: Internacionalização da Natura na França

Este artigo analisa a estratégia e o posicionamento de marketing da internacionalização da empresa Natura na Europa, especificamente na França. É feito um levantamento teórico dos principais conceitos sobre motivos de internacionalização e estratégias de marketing. Quanto ao procedimento metodológico, é feita uma pesquisa qualitativa, por meio do estudo de um caso que representa a entrada de uma empresa brasileira em um mercado sofisticado. Ao aplicarmos estes conceitos ao caso da entrada da Natura em um mercado maduro e sofisticado, pode-se concluir que a empresa enfrentou grandes desafios para atuar no sistema de vendas indiretas por meio de uma loja própria e enfrentando forte concorrência de marcas tradicionalmente estabelecidas no mundo todo e presentes na França. O caso mostra que a empresa obteve sucesso posicionando sua marca, seus valores e adaptando seus produtos, preços e canais de distribuição a este mercado sofisticado e concorrido, garantindo sua presença em um dos pontos mais privilegiados da França e ganhando vantagens estratégicas, tais como a valorização e consolidação de sua marca junto a outros mercados internacionais e nacionais, e também um aprendizado a ser compartilhado em todas as esferas da organização.

Texto Completo: PDF

Fonte: InterNext (Revista Eletrônica de Negócios Internacionais da ESPM, Vol. 2, No 2).

domingo, 9 de novembro de 2008

Mídia Social Global

Para premiar as pequenas empresas inovadoras no uso inteligente de tecnologia a Dell e a Federação Nacional de Empresas Independentes (NFIB na sigla em Inglês) - uma das líderes da América de advocacia e organizações representativas das pequenas empresas independentes - fundaram a Dell/NFIB Small Business Excellence Award Program em 2004. Esse ano a empresa Wiggly Wigglers (UK) ganhou o prêmio da Dell e de seus parceiros globais pela sua inovação e liderança em mídia social. Utilizando ferramentas como Facebook, Podcasting, Myspace, Youtube e Blogs a Wiggly Wigglers:

  • Atende 90.000 clientes em todo o mundo e fornece os seus produtos em toda a Europa.

  • Cortou o seu orçamento publicitário em 80% quando trocou a publicidade tradicional pela Social Media.

  • Tem seu catálogo construído com base em idéias Wiki geradas na sua página Facebook por peritos e clientes.

Um belo exemplo de como usar a mídia social para fazer crescer o seu negócio a nível mundial.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Best Global Brands 2008

A empresa de consultoria internacional Interbrand realizou novamente o estudo das marcas mais valiosas do mundo. Confira o Ranking de 2008 das 100 mais: Interbrand - Global Brand Consultancy.

As mais globais da América Latina

Novo estudo da AméricaEconomia Intelligence identifica as empresas que chegaram mais longe em seus planos de globalização.
Leia a matéria completa no site AméricaEconomia.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sugestão de Leitura

Haverá também no Blog sugestões de leitura envolvendo os assuntos ligados a internacionalização de empresas. A primeira indicação é o livro: Redefinindo Estratégia Global - Cruzando Fronteiras Em Um Mundo de Diferenças que Ainda Importam, do autor Pankaj Ghemawat.



Nesse livro Ghemawat desafia a concepção de um mundo plano, contrariando Thomas L. Friedman em sua obra O Mundo é Plano, mostrando que as diferenças políticas, culturais e econômicas devem ser consideradas na elaboração da estratégia de uma empresa que se pretende global ou o fracasso será uma grande possibilidade.


Pankaj Ghemawat é professor de Estratégia Global na IESE Business School e de Administração de Empresas na Harvard Business School.


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Por que este Blog?

A internacionalização é hoje um tema de fundamental importância para a inserção do nosso país no mundo globalizado. O objetivo desse Blog é promover a integração e o intercâmbio de informações a cerca do uso correto de estratégias e modelos organizacionais para o sucesso nas internacionalizações.